Thursday, October 29, 2015

Fluorescência de Resinas Compostas.

De um estudo realizado (fonte no fim do texto) em 2006 aqui no Brasil, foram testadas algumas marcas de resina para que se soubesse qual a sua fluorescência, que é a capacidade da restauração de se parecer com um dente natural quando exposta à luz negra (em caso de o paciente estar em uma festa ou evento social).


A preocupação maior é que um paciente ao sorrir pode expor essas restaurações e assim as pessoas que estiverem com ele saberão que ele tem um dente falso ou restauração. A resina composta foi desenvolvida como material restaurador para dentes anteriores no intuito de criar um material verdadeiramente estético.

Toda essa preocupação com o desempenho estético das restaurações de resinas compostas vem da própria filosofia de trabalho à qual a Dentística (tem post antigo sobre ela aqui!) se propõe: restaurar forma, função e estética da estrutura dental afetada.

Desde o aparecimento da resina composta em 1963, este material tem sido largamente utilizado para devolver a estética aos dentes, uma vez que consegue reproduzir com eficiência a cor natural do esmalte dentário.

Ao longo desses anos, a resina composta foi sendo melhorada, tanto no que diz respeito às suas características físicas, como químicas e estéticas. Desde as resinas convencionais, passando pelas microparticuladas, híbridas e hoje, as nanopartículas, um dos objetivos dessas mudanças foi sem dúvida a de melhorar o aspecto desses materiais em relação ao seu brilho e a sua lisura superficial.

No estudo feito foram tiradas fotos, com a luz negra ligada, de dentes naturais com um dente falso feito de resina composta (foram usadas várias marcas para que fossem comparadas) entre eles.

De acordo com as imagens obtidas, a classificação das resinas compostas quanto à fluorescência é apresentada da seguinte forma:


Sendo Valor 0 pouca ou nenhuma fluorescência; Valor 1 fluorescência média (que no caso é a mais estética pois se aproxima mais à fluorescência natural do dente); e Valor 2, muito fluorescente.


O que se procura numa resina é exatamente a fluorescência desta aqui de baixo, que é a não percepção do que é dente natural e do que é falso.


Se você vai restaurar um dente da frente, que é muito visível, pergunte ao seu dentista (caso lhe interesse), se ele sabe se o seu dente vai ou não brilhar na luz negra. É no mínimo interessante!

Fonte: Artigo científico
COMPARAÇÃO DE FLUORESCÊNCIA ENTRE RESINAS COMPOSTAS RESTAURADORAS E A ESTRUTURA DENTAL HÍGIDA – IN VIVO
Adair Luiz Stefanelo BUSATO. Leandro Azambuja REICHERT. Rafael Rangel VALIN. Guilherme Anziliero AROSSI. Catherine Marcon da SILVEIRA.


Dra. Carolina Koff Taleb.
Especialista em Peridontia e Implantodontia.

Tuesday, October 27, 2015

Vacina contra CÁRIE!

     Cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP estão trabalhando em uma vacina contra a cárie.

     Já existem duas fórmulas em teste. Análises in vitro já confirmaram sua eficácia. A fórmula ainda será testada para depois ser utilizada em humanos.
     

     A cárie é causada por 3 fatores:
✔ Predisposição genética;
✔ Dieta rica em açúcar;
✔ Bactérias. 
     

     Como a genética e a dieta são itens de difícil modificação, o objetivo da vacina é combater a bactéria responsável (Streptococcus mutans) que é essa da foto!
(Fonte: AUN USP)


Bom dia e boa semana!
Dra. Carolina Koff Taleb.
Especialista em Periodontia e Especialista em Implante.